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...

por Sophie, em 12.04.13

É seres alma, sangue, e vida em mim,

Um sentimento que não tem fim,

A minha glória é esta,

Caminhar pela floresta,

Sempre a sonhar,

A contemplar o luar,

Para me iludir,

Para me persuadir.

 

Abraçados contra a morte,

Deixa-me ser o teu forte,

E abandonei os jardins do paraiso,

Só pelo teu sorriso,

Caí o silêncio nos ombros e a luz,

O meu coração nas tuas mãos pús,

Tu és a esperança onde deponho,

O meu maior sonho.

 

Gastámos tudo menos o silêncio, 

Pois o nosso amor era intenso,

E tudo era possível era só querer,

E ao teu lado eu quís perecer.

 

 

 

 

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publicado às 09:45

A (Im)Perfeição Da Vida

por Sophie, em 12.04.13

 

    A erva suave e fresco debaixo de mim.

    O som da água límpida do rio.

    Os ramos da árvore a dançarem ao som do vento.

    As suas folhas que planam momentaneamente antes de atigirem o solo que esconde as raízes, que esconde o coração e a alma daquela majestosa árvore.

    Pequenos e jovens passarinhos pairam sobre mim, cantando como é bom finalmente voar e sentir liberdade, sair debaixo da asa demasido protetora da mãe.

    O cheiro das rosas alcança o meu nariz, devido a uma leve brisa causada por um vento que sempre me trouxe lembranças de tempos felizes.

    Fecho os olhos e inspiro profundamente.

    Permito-me apreciar o calor fornecido pelo sol.

    O rio reflete alguns raios de sol criando reflexos que nos relembram um arco-íris.

    Suspirei.

    Neste momento, tudo se encontra em perfeita harmonia e paz.

    Mas nada dura para sempre…

    Os pássaros voaram para longe o mais rápido que conseguiam, abandonando os seus ninhos.

    As pétalas das flores que nasciam das árvores, antes cor-de-rosa, tornaram-se pretas.

    O rio secou completamente, os seres-vivos que lá habitavam mumificaram e tornaram-se em cinzas, mais tarde levadas pelo vento.

    A erva apodreceu. E o solo não era nada mais do que terra batida.

    O sol e o seu doce e quente comforto foi rudemente substituído por nuvens negras.

    A suave brisa com o cheiro a rosas ficou violenta e o cheiro que carregara consigo mudára.

    Cheirava a morte…

    Da escuridão do céu caiam cinzas. E uma estranha figura cruzou o meu caminho. Parou ao meu lado e eu sentei-me.

    A estranha figura estendeu-me a sua mão esquerda, que não continha nem pele nem carne, apenas ossos, enquanto que a sua mão direita segurava um pregaminho aberto que continha o meu nome numa caligrafia antiga. Escrita a sangue.

    Foi aí que compreendi.

    Era a Morte, e a minha vida estava no fim.

    O meu tempo tinha esgotado.

    Levantei-me, tomando o meu tempo a fazê-lo. A Morte esperou, pacientemente, até que lhe estendi a mão e aceitei a sua.

    Era isto, era o fim.

    Tudo o que fiz, o que vivi e o que aprendi, quem eu sou… De nada valeu.  Ninguém estáva lá para se despedir de mim, eu estava completamente sozinha naquele momento em que tudo se tornou em cinzas.

    Apertou-me a mão.

    Fechei os olhos e suspirei.

    Fui consumida pelas trevas.

    Tornei-me em cinzas.

    E tudo acabou…

 

 

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publicado às 07:12

Amizades

por Sophie, em 04.04.13

Para ser sincera, nunca fui muito boa a criar amizades.

Nunca ninguém demonstrava interesse em criar amizade comigo, e eu pensava:

"Está bem...Provavelmente não serei uma boa amiga. Eles estão melhor sem alguém como eu no grupo deles"

Eu cresci com esta definição. Nunca serei boa o suficiente para pertencer ao mundo de alguém. Pois eles viviam na realidade, eu não. E sempre vivi no mundo da fantasia. Eu sempre imaginei a minha vida no País Das Maravilhas. Onde nada era normal. Onde as coisas completamente diferentes, estúpidas e loucas eram de facto, O Normal.

Preferia estar sozinha, sempre tive a estúpida ideia que se estivesse sozinha ninguém me iria magoar, eu não iria sofrer quando os meus amigos me deixassem de falar porque eu tinha, eventual e normalmente feito algo de estúpido e errado.

Na verdade até tinha razão... É melhor estar sozinha do que mal acompanhada. Se estiver sozinha, a única coisa que me pode magoar é a solidão, que eventualmente se tornou na minha melhor amiga, na minha sombra.

Mas à cerca de seis meses atrás conheci duas pessoas que iriam mudar a minha definição de amizade para sempre.

Aprendi que os amigos não estão lá para nos julgar, mas sim ajudar. Não importa quantas vezes nós fizemos asneiras (e das grandes) eles estão lá... Penso que nunca fui tão feliz na minha vida até conhecer o Pedro e a Alexandra. Antes deles nunca pensei que eu tinha sentimentos ou até mesmo coração, nunca pensei que me importaria com mais alguém.

E por isso tenho de vos pedir desculpa e espero que compreendam... Não é que não me importe convosco... É só que nunca tive ninguém com quem me preocupar, e ainda não sei como esta coisa da "Amizade", realmente funciona. 

Mas espero que saibam que os dois mudaram a minha vida, para melhor, muito melhor. Eu considero-vos meus irmãos. É como se já nos conhecesse-mos antes de nos termos encontrado.

Espero que me desculpem por ter sido uma idiota convosco.

Love you guys....

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publicado às 16:50



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