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A (Im)Perfeição Da Vida

por Sophie, em 12.04.13

 

    A erva suave e fresco debaixo de mim.

    O som da água límpida do rio.

    Os ramos da árvore a dançarem ao som do vento.

    As suas folhas que planam momentaneamente antes de atigirem o solo que esconde as raízes, que esconde o coração e a alma daquela majestosa árvore.

    Pequenos e jovens passarinhos pairam sobre mim, cantando como é bom finalmente voar e sentir liberdade, sair debaixo da asa demasido protetora da mãe.

    O cheiro das rosas alcança o meu nariz, devido a uma leve brisa causada por um vento que sempre me trouxe lembranças de tempos felizes.

    Fecho os olhos e inspiro profundamente.

    Permito-me apreciar o calor fornecido pelo sol.

    O rio reflete alguns raios de sol criando reflexos que nos relembram um arco-íris.

    Suspirei.

    Neste momento, tudo se encontra em perfeita harmonia e paz.

    Mas nada dura para sempre…

    Os pássaros voaram para longe o mais rápido que conseguiam, abandonando os seus ninhos.

    As pétalas das flores que nasciam das árvores, antes cor-de-rosa, tornaram-se pretas.

    O rio secou completamente, os seres-vivos que lá habitavam mumificaram e tornaram-se em cinzas, mais tarde levadas pelo vento.

    A erva apodreceu. E o solo não era nada mais do que terra batida.

    O sol e o seu doce e quente comforto foi rudemente substituído por nuvens negras.

    A suave brisa com o cheiro a rosas ficou violenta e o cheiro que carregara consigo mudára.

    Cheirava a morte…

    Da escuridão do céu caiam cinzas. E uma estranha figura cruzou o meu caminho. Parou ao meu lado e eu sentei-me.

    A estranha figura estendeu-me a sua mão esquerda, que não continha nem pele nem carne, apenas ossos, enquanto que a sua mão direita segurava um pregaminho aberto que continha o meu nome numa caligrafia antiga. Escrita a sangue.

    Foi aí que compreendi.

    Era a Morte, e a minha vida estava no fim.

    O meu tempo tinha esgotado.

    Levantei-me, tomando o meu tempo a fazê-lo. A Morte esperou, pacientemente, até que lhe estendi a mão e aceitei a sua.

    Era isto, era o fim.

    Tudo o que fiz, o que vivi e o que aprendi, quem eu sou… De nada valeu.  Ninguém estáva lá para se despedir de mim, eu estava completamente sozinha naquele momento em que tudo se tornou em cinzas.

    Apertou-me a mão.

    Fechei os olhos e suspirei.

    Fui consumida pelas trevas.

    Tornei-me em cinzas.

    E tudo acabou…

 

 

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publicado às 07:12




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