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If I Die Young

por Sophie, em 20.11.13

    

 

     Era suposto escrever algo mas não me recordo o que ia dizer. Mentira, É melhor explicar algo.

     Hoje, foi simplesmente, um dia para esquecer.

     A minha mente, o meu coração, a minha alma, hoje tudo o que me faz completa desapareceu, deixando-me cair no chão frio e duro, sozinha. 

     Hoje, o céu recebeu mais uma estrela. Uma linda e corajosa estrelinha, que eu nunca tive o prazer de conhecer, mas mesmo assim, derramei lágrimas. 

 

      Ao que parece não sou tão fria como pensava que era. Ou como queria parecer.

 

      A verdade é que na nossa idade pensamos imensas vezes na morte, mas somos poucos os que pensamos na nossa própria morte. Como será?

      Como é que todos irão reagir ao saber que já não estou com eles?

 

      Para prevenir, se eu morrer jovem, aproveitem e faltem à escola nesse dia, mas não fiquem sozinhos em casa a chorar. Combinem um sítio e apoiem-se uns aos outros. Chorem juntos. Mas chorem, vamos admitir, talvez, mas só talvez, vocês irão sentir a minha falta.

      Não das roupas coloridas que eu usava, mas das estupidas e impensáveis cores dos meus cabelos.

      Por favor não se lembrem de mim pelo meu irritante feitio, mas pelos muitos sorrisos que foram causados pelas nossas idiotices.

      E acreditem que não se lembrarão de mim pela minha modéstia, mistério e delicadeza, porque eu não possuo nenhuma destas qualidades, mas antes pelos meus risos histéricos, pelas minhas parvoíces, lembrar-se-ão da maneira que eu dançava e cantava as nossas músicas. Sim, porque para mim eu sei dançar e cantar lindamente. (Apesar disto ser totalmente mentira.)

 

      Nádia, acredita que vais ter saudades de discutir comigo e das nossas competições por gajos bons.

      Alexandra, lamento que não me terás aí para coscuvilhar sobre as nossas series e os actores lindíssimos que nelas aparecem.

      Rebeca, será difícil encontrares alguém com um gosto tão bom como o meu para ouvir bandas de rock e para avaliar gajos.

      Jéssica, gome na sai. Não sei onde estarei, nem se poderei pensar no lugar onde estiver, mas irei ter saudades dos animes, dos almoços no japonês, das idas a Sevilha e as nossas conversas sobre o kakashi e o Sasuke.

 

       OK. Porque é que nós falávamos tanto sobre gajos?

 

      Pedro, nem sei o que dizer sobre ti. Tu, que me viciaste nas melhores coisas da minha existência, livros e escrever. (Ainda mais do que eu lia e escrevia.) Tu, que todas as tardes me aturavas durante as nossas longas caminhadas até ao continente, (eu era lenta como o caraças!) que era a tua companhia para as séries e filmes, acompanhados de todos os tipos de doces. Peço-te desculpa.

 

       Aliás, peço desculpa se alguma vez vos fiz chorar senão lágrimas de felicidade. Mas peço que continuem como têm sido, cheios de alegria, até quando olharem para o lado e se aperceberem que o lugar ao vosso lado ou à vossa frente na sala de aula está vazio.

 

     Se eu morrer jovem, despeçam-se de mim no cemitério com rosas vermelhas, (A Rebeca irá explicar-vos o porque das rosas.)  chorem, pois eu sei que será difícil saber que nunca irão voltar a ouvir a minha voz, que nunca irão voltar a ver a cor dos meus olhos, que nunca mais sentirão o meu cheiro, ou até mesmo o meu toque, os meus abraços.

 

     E agora a parte pela qual todos esperavam: (Brincadeira)

 

     Nádia, tu ficas com as poucas coisas que eu tenho florescentes e com a minha colecção de filmes, que na maioria são romances.

     Alexandra, podes ficar com as minhas tecnologias e os três peluches que eu tenho. (sim, eu tenho peluches, tá? Não gozem.)

     Rebeca, é óbvio que ficas com os meus cds e com todas as merchandises que eu tenho dos filmes que ambas amamos.

     Jéssica, é óbvio, tudo o que eu tenho do Japão, mangas, animes, posters, é tudo teu.

     Pedro, já todos sabem. Os meus livros serão para ti. (Vais ficar com muitos livros repetidos. Pues si, um poquito)

     

 

      Espero que isto não aconteça, mas temo que esta possibilidade seja possível e não quero morrer sem antes vos dizer que vos amo a todos e que tornei numa pessoa muito melhor graças a vocês.





Obrigada por tudo meus amigos.

 

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publicado às 20:58

Xeque-mate

por Sophie, em 07.08.13

Por vezes, dou por mim a questionar a nossa existência.

Porque existimos? Como?

E quando deixarmos de existir? O que acontecerá?

É óbvio que o mundo continuará, tal como a existência dos que deixamos para trás, mas e a nossa própria existência?

Todos os momentos que passamos no mundo, as lágrimas, os sorrisos. As dores e os prazeres. O conhecimento que adquirimos e as perguntas às quais jamais obteremos respostas. Os nossos pensamentos e os nossos sonhos. As nossas dúvidas e as nossas certezas.

Tudo o que temos, tudo o que somos, tudo o que vivemos; perdido para sempre.

Será que a nossa vida é um jogo?

Talvez, a vida é mesmo um jogo. O nosso mundo o tabuleiro. E nós as peças.

Deus e o Diabo. Um de cada lado do tabuleiro. Adversários como sempre, a jogar com a vida e a morte, como sempre.

Estamos vivos no tabuleiro, mas alguém perde, e o nosso repouso eterno depende do vencedor.

Paraíso ou Inferno…

Paraíso. Era ai onde pertencíamos. Mas fomos fracos, permitimos que um verme colocasse dúvidas nos nossos corações, e fomos banidos dos Jardins do Paraíso.

Pelos erros de dois mortais, o resto da humanidade sofre.

Será isto justo?

Merecemos mesmo que a nossa existência seja apenas um jogo, onde a nossa vida e a nossa morte depende das estratégias de dois seres que nem humanos são?

Como saberão Eles o que sentimos?

Como saberão Eles as injustiças da vida e o receio da morte?

Não sabem, Eles limitam-se a jogar até um vencer, pois um jogo nunca poderá ter fim sem um vencedor.

E nesse jogo de Poder sobre o universo, quantas vidas são perdidas em vão?

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publicado às 01:27

Contar os dias para ir não é viver.

por Sophie, em 09.07.13

 

 

 

  - "Uma semana". - Relembro as palavras do médico. - "Resta-lhe uma semana"...

 

    Bem, essa semana acabou. Estou a viver os últimos momentos da minha vida.

   Já não tenho medo, para ser sincero, penso que nunca temi este destino. Sinto é um aperto no coração sabendo que só vivi 16 anos, e quando penso nos meus pais e nos meu amigos sinto-me triste, mas o que custa mais, o que magoa mais é saber que deixarei o amor da vida, Lily.

   Não disse nada a ninguém, tentei ao máximo esconder a minha condição. Pensei que assim conseguiria aproveitar mais a companhia de todos aqueles que em breve irei deixar. 

   Não quis passar os últimos momentos da minha vida rodeado de lágrimas, mas sim de sorrisos. e para concluir esse objectivo, durante esta semana, não fui egoísta. Não viajei pelo mundo, não passei este tempo todo sentindo pena de mim mesmo, não fiz uma lista das coisas que queria fazer antes de partir.

   Tentei passar todos as manhãs com a minha familia, as tardes com Lily e as noites com os amigos. 

   Tentei fazê-los felizes. Principalmente Lily. Para ela, todas as tardes preparava algo romântico que sabia que ela iria adorar. 

    Hoje, o nosso último encontro teve de ser perfeito. Começámos no jardim, no nosso banco favorito com dois gatinhos que insistem em aparecer sempre que lá vamos, depois fomos comer gelado, coisa que ela adora, partimos depois para o parque de diversões e demos 3 voltas na roda gigante. Eu simplesmente amo a forma como o seu cabelo loiro se transforma em dourado com os raios de sol quando estamos mesmo no topo da roda, adoro como os seus olhos azuis brilhantes tentam memorizar cada jardim, cada edifício e cada nuvem no horizonte e a forma como me braça e me agradece com um doce beijo que quase faz o meu coração saltar um batimento.

 

   Ela não me perdoará por isto...

   Hoje falamos sobre casar. Ela estava tão feliz, tão cheia de vida e isso feriu-me imenso. Quando não podemos ter certas coisas, começamos a dar-lhes valor. Eu nunca irei casar, nunca terei filhos, nunca terei um "final feliz para sempre" com a pessoa que amo...

 

   É dia 21 de Dezembro.

 

   Estou a terminar a prenda da Lily.

   Um álbum de recordações com fotos dela, da sua família, dos nossos amigos e nossas.

   Vou arranjar maneira de entregar-lhe isto no dia de Natal, mesmo que já não esteja cá. Como no PS: I Love You. O seu livro favorito.

   Depois de todas as fotografias está uma folha escrita por mim, uma pequena mensagem para ela.

 

 

   "Amei-te desde o primeiro dia em que te vi.

   Não vou dizer para não ficares triste e não chorares, porque sei que o estás a fazer neste momento e lamento por te estar a causar esta dor. Mas a partir de agora, quero que tentes seguir em frente.

   Quero que te lembres de mim com um sorriso nos teus lábios e não com lágrimas nos olhos.

   Espero que me desculpes por não te contar o que me estava a acontecer, mas queria que os nossos últimos momentos juntos fossem perfeitos e alegres.

    Eu morri, mas tu continuas viva, por isso tens de continuar, tu és a prova que eu existi.

    Tens 16 anos, irás voltar a amar, prometo!

    Magoa, imagino que sim, mas irá deixar de doer com o tempo.

    Não quero que fiques presa nesta cidade para sempre por mim, quero que vejas o mundo, na última página estão dois bilhetes para Paris, a cidade que sempre desejámos ver juntos.

    Quero que vás e que me leves contigo na tua memória.

     Esta é a minha prenda de Natal para ti, mas só o início do álbum esta preenchido, o final tens de ser tu a completar.

     Isto não é o fim. É apenas uma despedida sem adeus, um eterno até já. 

     Quero que saibas que nada me faria mais feliz do que viver o resto da minha vida contigo a meu lado, como minha esposa e a mãe dos meus filhos.

     O mais difícil disto tudo não é a dor, é deixar-te!

 

 PS: Só para o caso de estares a considerar a hipótese de fazer a mesma estupidez que Julieta fez pelo seu Romeu, eu juro, arranjarei uma forma de voltar e teremos uma discussãozinha.

 

   Lily, o amor deles foi trágico, mas o nosso, foi épico...

 

    Amo-te!"

 

                                                                                                                                                                                                                Até Sempre,

                                                                                                                                                                                                                       Jared.


 

    Embrulhei o álbum com todo o cuidado do mundo e coloquei-o na secretária com um bilhete que pedia aos meus pais para entregar este presente a Lily no dia de Natal.

    Deixei também uma carta para eles e outra para os meus amigos.

    Peguei numa foto minha e de Lily, onde estávamos no jardim, com os gatinhos e a última coisa que me lembro antes de fechar os olhos é de sussurrar o seu nome.

 

       "Lily"...

 

 

 

 

 

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publicado às 19:37

...

por Sophie, em 12.04.13

É seres alma, sangue, e vida em mim,

Um sentimento que não tem fim,

A minha glória é esta,

Caminhar pela floresta,

Sempre a sonhar,

A contemplar o luar,

Para me iludir,

Para me persuadir.

 

Abraçados contra a morte,

Deixa-me ser o teu forte,

E abandonei os jardins do paraiso,

Só pelo teu sorriso,

Caí o silêncio nos ombros e a luz,

O meu coração nas tuas mãos pús,

Tu és a esperança onde deponho,

O meu maior sonho.

 

Gastámos tudo menos o silêncio, 

Pois o nosso amor era intenso,

E tudo era possível era só querer,

E ao teu lado eu quís perecer.

 

 

 

 

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publicado às 09:45

A (Im)Perfeição Da Vida

por Sophie, em 12.04.13

 

    A erva suave e fresco debaixo de mim.

    O som da água límpida do rio.

    Os ramos da árvore a dançarem ao som do vento.

    As suas folhas que planam momentaneamente antes de atigirem o solo que esconde as raízes, que esconde o coração e a alma daquela majestosa árvore.

    Pequenos e jovens passarinhos pairam sobre mim, cantando como é bom finalmente voar e sentir liberdade, sair debaixo da asa demasido protetora da mãe.

    O cheiro das rosas alcança o meu nariz, devido a uma leve brisa causada por um vento que sempre me trouxe lembranças de tempos felizes.

    Fecho os olhos e inspiro profundamente.

    Permito-me apreciar o calor fornecido pelo sol.

    O rio reflete alguns raios de sol criando reflexos que nos relembram um arco-íris.

    Suspirei.

    Neste momento, tudo se encontra em perfeita harmonia e paz.

    Mas nada dura para sempre…

    Os pássaros voaram para longe o mais rápido que conseguiam, abandonando os seus ninhos.

    As pétalas das flores que nasciam das árvores, antes cor-de-rosa, tornaram-se pretas.

    O rio secou completamente, os seres-vivos que lá habitavam mumificaram e tornaram-se em cinzas, mais tarde levadas pelo vento.

    A erva apodreceu. E o solo não era nada mais do que terra batida.

    O sol e o seu doce e quente comforto foi rudemente substituído por nuvens negras.

    A suave brisa com o cheiro a rosas ficou violenta e o cheiro que carregara consigo mudára.

    Cheirava a morte…

    Da escuridão do céu caiam cinzas. E uma estranha figura cruzou o meu caminho. Parou ao meu lado e eu sentei-me.

    A estranha figura estendeu-me a sua mão esquerda, que não continha nem pele nem carne, apenas ossos, enquanto que a sua mão direita segurava um pregaminho aberto que continha o meu nome numa caligrafia antiga. Escrita a sangue.

    Foi aí que compreendi.

    Era a Morte, e a minha vida estava no fim.

    O meu tempo tinha esgotado.

    Levantei-me, tomando o meu tempo a fazê-lo. A Morte esperou, pacientemente, até que lhe estendi a mão e aceitei a sua.

    Era isto, era o fim.

    Tudo o que fiz, o que vivi e o que aprendi, quem eu sou… De nada valeu.  Ninguém estáva lá para se despedir de mim, eu estava completamente sozinha naquele momento em que tudo se tornou em cinzas.

    Apertou-me a mão.

    Fechei os olhos e suspirei.

    Fui consumida pelas trevas.

    Tornei-me em cinzas.

    E tudo acabou…

 

 

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publicado às 07:12

Amizades

por Sophie, em 04.04.13

Para ser sincera, nunca fui muito boa a criar amizades.

Nunca ninguém demonstrava interesse em criar amizade comigo, e eu pensava:

"Está bem...Provavelmente não serei uma boa amiga. Eles estão melhor sem alguém como eu no grupo deles"

Eu cresci com esta definição. Nunca serei boa o suficiente para pertencer ao mundo de alguém. Pois eles viviam na realidade, eu não. E sempre vivi no mundo da fantasia. Eu sempre imaginei a minha vida no País Das Maravilhas. Onde nada era normal. Onde as coisas completamente diferentes, estúpidas e loucas eram de facto, O Normal.

Preferia estar sozinha, sempre tive a estúpida ideia que se estivesse sozinha ninguém me iria magoar, eu não iria sofrer quando os meus amigos me deixassem de falar porque eu tinha, eventual e normalmente feito algo de estúpido e errado.

Na verdade até tinha razão... É melhor estar sozinha do que mal acompanhada. Se estiver sozinha, a única coisa que me pode magoar é a solidão, que eventualmente se tornou na minha melhor amiga, na minha sombra.

Mas à cerca de seis meses atrás conheci duas pessoas que iriam mudar a minha definição de amizade para sempre.

Aprendi que os amigos não estão lá para nos julgar, mas sim ajudar. Não importa quantas vezes nós fizemos asneiras (e das grandes) eles estão lá... Penso que nunca fui tão feliz na minha vida até conhecer o Pedro e a Alexandra. Antes deles nunca pensei que eu tinha sentimentos ou até mesmo coração, nunca pensei que me importaria com mais alguém.

E por isso tenho de vos pedir desculpa e espero que compreendam... Não é que não me importe convosco... É só que nunca tive ninguém com quem me preocupar, e ainda não sei como esta coisa da "Amizade", realmente funciona. 

Mas espero que saibam que os dois mudaram a minha vida, para melhor, muito melhor. Eu considero-vos meus irmãos. É como se já nos conhecesse-mos antes de nos termos encontrado.

Espero que me desculpem por ter sido uma idiota convosco.

Love you guys....

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publicado às 16:50



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